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05 setembro 2011

É novato no Linux? A gente dá algumas dicas!

Descobrir qual a distribuição ideal para você, ler, frequentar fóruns e conhecer a filosofia do software livre são os primeiros passos

Decidiu largar o seu sistema operacional antigo e embarcar na filosofia Linux? Se você se deparou com algumas dificuldades e está precisando de dicas para facilitar a entrada nesse novo mundo digital, a primeira coisa a fazer é começar a ler. A dica é do consultor técnico de software livre, Bruno Gurgel, que garante que a melhor maneira de aprender a mexer no sistema é ler as documentações da sua distribuição escolhida.

Segundo ele, a internet está cheia de fóruns e blogs lotados de perguntas sobre a plataforma, mas muitas delas nem precisariam estar lá se os usuários tivessem o costume de ler. "Lendo, você aprende como fazer instalações, quais as diferenças entre as distribuições e para que usar cada uma delas”, comenta.

Outro ponto importante para quem pensa em abandonar o Windows ou já o abandonou é descobrir qual é a sua distribuição ideal. Bruno comenta que não existe uma distribuição melhor que a outra, apenas a certa para um objetivo, pois cada uma delas é focada em algo diferente. "Uma boa dica para conhecê-las melhor é acessando o site
Distro Watch. Lá tem informações sobre as novas versões e dicas para entender o que faz cada distribuição", diz.

Conhecer a filosofia do software livre também faz parte do aprendizado. Se você entrou nessa só por curiosidade ou porque estava cansado dos vírus e travamentos dos outros sistemas operacionais, vale a pena ler o livro "Catedral e o Bazar", de Eric S. Raymond, um ensaio que apresenta dois diferentes modelos de desenvolvimento de um software livre.

Depois das leituras iniciais, a dica é se infiltrar em fóruns e listas de discussões para interagir com pessoas que tenham gostos parecidos. Frequentar eventos de Linux e software livre também é necessário. "Brincamos que o importante não é saber fazer, mas conhecer pessoas que saibam", comenta Bruno. "A colaboração faz parte da filosofia do software livre e é por meio dela que os usuários vão aprender cada vez mais", completa.

Os iniciantes também devem procurar entender como funciona o gerenciamento de pacotes de uma determinada distribuição e a ferramenta Make. Dessa forma, é possível instalar novos softwares no sistema. Ainda nos termos técnicos, Bruno ressalta a importância de saber trocar o Windows pelo Linux e, mais ainda, se forçar a realizar tarefas normalmente. "Tente fazer a mesma coisa que você fazia no Windows com o Linux. Se você editava fotos no Photoshop, por exemplo, ache o software similar para o Linux e comece a usá-lo", comenta. "Achar o software semelhante pode não ser uma tarefa muito fácil, mas os fóruns ajudam bastante", conclui.

Para quem quer seguir carreira, os cursos são o diferencial na aprendizagem. Com eles, você otimiza tempo e aprende mais rápido a mexer no sistema. Porém, segundo Bruno, as leituras não podem ser deixadas de lado, pois são elas que complementam qualquer curso.

Tem alguma outra dica para compartilhar? Escreva nos comentários abaixo!

fonte:olhardigital

25 agosto 2011

A história do Linux

Hoje o Linux é um dos sistemas operacionais mais conhecidos da atualidade e conta com uma série de distribuições mundo afora. Mas você sabe como tudo começou? Abaixo o Baixaki conta brevemente a história do sistema, iniciando pelo gênio por trás da obra.
Quem foi Linus Torvalds?
Linus Torvalds nasceu em 28 de dezembro de 1969 em Helsinki na Finlândia e sua família era uma das poucas cuja linguagem adotada como principal era o Sueco ao invés do Finlandês. Embora fosse filho de jornalistas, Linus começou a demonstrar seu interesse pelo “mundo geek” cedo, obtendo sempre grande destaque em campos como a Matemática e Física.
Em 1988, Linus ingressou na Universidade de Helsinki no curso de Ciências da Computação. Após montar um computador no qual passou a adotar o Minix (um sistema operacional baseado no Unix, porém gratuito). Devido a observar as dificuldades deste sistema (especialmente com relação ao uso de terminal para conexão), Linus resolveu criar um programa para a emulação de terminal que funcionasse independente do Minix.
Como o programa de emulação mostrou-se mais satisfatório do que o esperado, Linus começou a pensar que outras carências do Minix poderiam ser supridas. É nesse ponto que a história principal deste artigo começa. Antes de entrar em uma das maiores obras de Linus, vamos concluir este breve resumo de sua biografia.
Linus em uma conferência no ano de 2002.
Em 1993, Linux conheceu Tove Monni, uma estudante que mandou um email convidando-o para um encontro. Posteriormente, eles se casaram e tiveram três filhas. Em 1997, mudou-se com sua família para a Califórnia quando aceitou uma posição na empresa Transmeta na qual permaneceu até junho de 2003.
Ainda em 2003 Linus começou a trabalhar em conjunto com a Open Source Development Labs (OSDL), um consórcio criado para promover o desenvolvimento do Linux, para concentrar-se exclusivamente neste kernel.
As origens: por que o Linux foi sequer pensado?
Em 1991, com relação aos sistemas operacionais, você tinha poucas escolhas. O DOS exercia sua soberania absoluta com relação aos computadores pessoais, até por uma questão de falta de escolha. Por mais que os Macs existissem seus preços eram astronômicos, fato que tornava quase impossível a aquisição de um deles para um usuário final.
Além deles, havia o Unix que certamente era ainda mais caro do que um Mac e adotado quase exclusivamente por grandes empresas. Nessa altura, o código do Unix, que uma vez foi utilizado como material de estudo em universidades, já se encontrava proprietário e não mais para conhecimento público.
Nesse clima, um professor holandês chamado Andrew S. Tanenbaum criou um sistema operacional baseado no Unix, o Minix. Montado para funcionar com a linha de processadores Intel 8086. Como primariamente, o Minix tinha objetivos acadêmicos (o ensino do funcionamento de um SO em universidades), ele estava longe de resolver todos os problemas de um usuário final, porém seu código-fonte era disponibilizado por Tanenbaum.
Inicializando uma distribuição do Linux
Nesse ponto da história, o estudante Linus Torvalds, frustrado com as carências do Minix começou a idealizar como seria bom ter um SO que, além de gratuito, pudesse efetuar tarefas como emulação de terminal e transferência e armazenamento de arquivos. Então, em 25 de agosto de 1991, Linus anunciou por meio de um email na Usenet (a Unix User Network) que estava desenvolvendo um sistema operacional.
O famoso email relata que ele estava criando um sistema operacional desde abril do mesmo ano, porém que não intencionava torná-lo uma coisa realmente grande e profissional como o GNU (SO de código aberto baseado no Unix), sendo mais um hobby. Ele pedia sugestões e críticas porém dizia que talvez sequer chegasse a implementá-lo de fato.
Linus pretendia chamar sua criação de “Freax”, porém trocou para Linux ao aceitar esta sugestão de um de seus amigos.
E nasce o novo sistema
O simpático mascote do Projeto GNUNa mesma época (1991), estudantes do mundo todo que se interessavam por informática, e compartilhavam os ideais de que os programas deveriam ser livres para o uso e melhoria por todos, foram inspirados por Richard Stallman e seu projeto GNU (acrônimo recursivo para GNU is not Unix). O projeto de Stallman, em poucas palavras, era um movimento que visava a fornecer software livre com qualidade.
Ainda neste ano, o projeto GNU havia criado uma série de ferramentas úteis para programadores e estudantes, porém seu sistema operacional propriamente dito ainda precisava de um kernel. Este núcleo, batizado de GNU HURD ainda estava em fase de criação e seu lançamento previsto para alguns anos.
Foi então que Linus libertou a primeira versão de seu sistema, o Linux versão 0.01 em setembro de 1991. Ao contrário do que muitos devem estar pensando, Linus recebeu críticas pesadas de grandes nomes da computação na época, como Tanenbaum, que inclusive citou que se Linus fosse seu aluno não receberia uma boa nota por aquele sistema tão mal arquitetado.
Entretanto, Linus continuou seu trabalho e agora contava com um grande número de colaboradores interessados para auxiliá-lo. Em um próximo passo e utilizando uma ampla gama das ferramentas do GNU (inclusive o próprio sistema de Stallman), o Linux iniciou sua ascensão, licenciado pela GPL (GNU Public License), para garantir que continuasse livre para cópia, estudo e alteração.
Imagens do Ubuntu, uma distribuição do Linux
Com isso, não demorou para que algumas empresas como Red Hat e Caldera compilassem versões do programa (com fins comerciais) e fizessem alterações para deixá-lo mais parecido com o que os usuários estavam acostumados. Entretanto, programadores voluntários mantiveram distribuições gratuitas, como a famosa Debian.
Então, já contando com uma interface gráfica e uma série de melhorias ocorrendo em paralelo, as distribuições do Linux começaram a tornar-se cada vez mais populares entre os usuários.
De um hobby para um sistema poderoso: quase duas décadas de Linux
Como quase todas as previsões de grandes catástrofes apocalípticas costumam estar erradas, não foi diferente com o Linux. Hoje, com quase duas décadas, ele continua sendo um dos sistemas operacionais com o crescimento mais rápido da história. Sem dúvidas, o melhor aspecto deste sistema é que sempre que um novo hardware é criado, há um programador disposto a adaptar o Linux para oferecer compatibilidade.
Com o aumento do suporte para o SO, grandes empresas perderam o receio e passaram a utilizar o Linux em suas máquina. Da mesma forma, com as interfaces gráficas, diversos usuários passaram a adotá-lo por tratar-se de um sistema de qualidade e gratuito.
Tux: o queridinho dos usuários
Há diversas histórias sobre o motivo de ser um pinguim o mascote do Linux. O fato é que no início de 1996 vários colaboradores conversavam sobre um logotipo ou mascote para o sistema na lista de emails do kernel. Após várias sugestões, Linus mencionou de forma descomprometida que gostava de pinguins.
A frase imediatamente finalizou qualquer outro debate sobre o assunto e começaram, então, os esforços para montar o desenho. O nome, a princípio veio da junção (T)orvalds e (U)ni(X), embora muitas pessoas tenham achado que era uma abreviação para “Tuxedo” (terno) por ser “a vestimenta” de um pinguim.
A evolução do desenho do Tux: inicial e atual
Em 1991 Linus lançou a primeira versão oficial do Linux que desde então passou a “pertencer” a todos. Ao contrário de Bill Gates, Linus não virou um bilionário e continua uma pessoa acessível e presente na comunidade de programadores, embora tenha seu nome e obra conhecidos mundialmente.

fonte: Baixaki

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